sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Um lugar chamado Funny Hill

Produções cinematográficas de origem britânica tendem a dar água na boca de quem assiste. Com certeza, isso não se dá pela culinária local, mas pelos "drinks and coffees".

Lendo uma reportagem sobre os famosos Pubs britânicos, pensei, "Quero ir lá!" e depois, "Mas o que é um Pub?" (Incrível como os pontos de exclamação e interrogação, são subsequentes).

Segundo o site British Beer & Pub Association, é um local voltado à inserção de bebidas alcoólicas, bastante comuns no Reino Unido. O país aloja cerca de 54.000 estabelecimentos.




Em Sorocaba/ SP, alguns bares tem adotado cenários e métodos internacionais em seu atendimento e acervo. Imagino que dentro desta análise "a olho nú" e sem pesquisas mais aprofundadas, se torna difícil então, comparar o número de badalados Pubs na capital paulista, onde o apelo maior se dá em bairros 'Tops' como é o caso da Vila Madalena.

Os Pubs e derivados, tem característica bastante aconchegantes e familiares. è fato que mesmo num país tropical como o Brasil, bebidas importadas, principalmente chopps, atraem um público bastante refinado e sedento por novidades.

Em Votorantim/ Sorocaba o Shopping Esplanada tem um quiosque com chopps importados de tirar o fôlego, assim como o seu valor. O preço mínimo de cada caneca individual é de R$ 16,00.

Pensando bem, o que vale mesmo é beber na companhia de pessoas agradáveis e saber apreciar o que é bom, sem perder o equilíbrio no momento de discernir o que é prazeroso pelo o que seria um grande exagero.

Vale a dica!

Programe-se, vá para Londres, visite uma Pub e depois me conte. Vale trazer uma 'bolacha' de chopp como lembrancinha.

Mayara Medeiros Cruz



quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A caixa empoeirada!

Ufa!
Cá nós novamente. Perdoem-me oh "0" seguidores, mas assim como as promessas de um novo ano, reformular toda a vida é necessário. Isso inclue estudos, leituras, erros e....blogs!

Muitas coisas aconteceram em 2011, talvez não muito boas, mas necessárias.
Começamos o ano com enchentes e doenças, aliás, o câncer tem ganhado espaço na mídia ultimamente, mas isso só foi um comentário.

As dívidas nos EUA quebram alguns paradigmas e "pagam algumas línguas". O Euro está com a "moral baixa" e os haitianos se tornaram "gente como a gente".

A Fátima Bernardes irá falar de tudo menos de Jornalismo e a Poeta deixou de ser "bonitona" para ser "A intelectual". Mesmo assim, eu ainda sou fã da Sandra Passarinho, ela sim, faz de um limão, uma limonada!

Ainda andamos à pé (agora isso é um modo de vida alternativo), cada esquina da cidade tem mato, lixo, terreno abandonado (Oh, Jornalismo em cidade pequena). Falando nisso, ano de eleições municipais:

"Cuidado com o que dizem, poder ser intriga da oposição!"

"Mas, onde há fumaça há fogo!"

VOTORANTIM tem algumas pendências!

De resto, viva o Facebook, protetor dos desprotegidos, psicólogo dos traumatizados e pai dos humoristas.

Mayara Medeiros Cruz

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O apelo do folclore brasileiro

Segundo entusiasta, folclore nacional deve se consolidar antes de adotar novas estórias

Na verdade, ele nunca desapareceu só se afastou. O folclore brasileiro carrega alguns paradoxos em sua responsabilidade. A primeira delas deriva de seu nome: folk, que significa povo em inglês e lore, conhecimento. Sua junção derivou o nome em português, folclore, que é o nome dado às culturas que identificam um povo: dança, culinária, música, personagens e lendas. A denominação foi dada pelo britânico William Jonh Thoms, no século XIX, para aquilo que ele chamava “antiguidades populares”.
No Brasil, entre Mula-Sem-Cabeça, Sereias, Bois-Tatás, Lobisomem e demais “negrinhos”, existe um que não se apaga da mente dos mais velhos e de um nicho significante de jovens: o Saci-Pererê ou, como dizem alguns, Saci-Cererê, Saci-Trique, Saçurá, Mati-taperê, Matiaperê, Matimpererê, Matintaperera, Capetinha da Mão Furada.
 O surgimento do menino negro, de boina, bermuda vermelha e de uma perna só, surgiu no fim do século XVIII. Durante a escravidão, as amas-secas e os caboclos-velhos assustavam as crianças ao relatar suas travessuras e maldades, segundo o site de pesquisas escolares “Sua pesquisa”.
O nome Saci é de origem Tupi-Guarani. No Brasil, cada região descreve o personagem como bem entende; uns o nomeiam como um bom garoto e outros, como um ser diabólico. Silmara Martinho, 49, pedagoga, vai além na definição. “Ouço e repasso o folclore do Saci-Pererê (como prefere chamá-lo), mas, como professora de educação especial enxergo a lenda como um caso a ser estudado, considerando alguns aspectos preconceituosos nas características do garoto: negro e deficiente físico.” Talvez, tais características simbolizem a visão preconceituosa e espontânea partida das pessoas daquela época, sobre o mais famoso personagem do folclore brasileiro. No entanto, suas características físicas e de personalidade se concretizaram na mente das crianças e de muitos adultos, que até hoje sentem medo de duvidar do travesso-diabólico Saci.
Alguns fãs do Saci montaram um site alimentado por histórias, músicas, vídeos, culinária, casos de aparições e manifestações sobre a condição da cultura popular brasileira. Os interessados em saber mais sobre o “negrinho” e o site, basta acessar: www.sosaci.org. Lá, organizadores e parceiros buscam resgatar os valores deste personagem e envolvê-lo nas estórias contadas, cantadas, lembradas nos dias de hoje.
Apesar de sua fama de travesso e maldoso, na série infantil, Sítio do Pica Pau Amarelo (1977-1986), obra homônima do escritor brasileiro, Monteiro Lobato (1882–1948), que foi exibida pela TV Globo, o Sacizinho é descrito como companheiro e amigo de todos, apesar de suas travessuras, ele não deixou impressões diabólicas ou que pudesse colocar seu caráter em jogo pelas crianças e seus pais.
Para o artista plástico e professor de arte contemporânea, Adriano Gianolla, 40, a imagem do negrinho tem várias versões, de acordo com o objetivo no qual ele é mencionado. “Se percorremos o território (nacional) vamos perceber que as crianças têm relações diferentes, mesmo culturalmente, com o Saci. Talvez, para a criança “de antigamente” ele fosse mencionado para botar medo, como, “Olha o saci, ele vai pegar você, se for malcriado”, explica. Para ele, existe uma extinção dos personagens folclóricos no geral. “As crianças de hoje não dão importância para ele (Saci), as gerações atuais estão "matando” o coitado, e não só ele, a Sereia Iara, o Lobisomem, o Boi-Tatá, a Cuca.”, desabafa.
Foto: divulgação - Adriano Gianolla
adrianogianollaartes.blogspot.com

O artista plástico personifica a ideia do folclore brasileiro, “O lúdico é extremamente importante, ele ajuda a criança a sonhar e a desenvolver sua imaginação e criatividade. Se eu não tivesse acreditado no Papai Noel, esperado na manhã seguinte o meu presente em baixo da árvore, e no lobisomem que arranhava a porta dos fundos, será que eu conseguiria olhar para uma parede branca e imaginar o desenho ali, ou olhar pra meu futuro e ter uma perspectiva de que vou conseguir alcançar meus objetivos?
Entre tantos costumes espalhados ao redor do mundo, os brasileiros adotaram um novo folclore para seu acervo. Neste, bruxas, vampiros, Frankstein, monstros e abóboras com velas dentro fazem toda a diferença na noite de 31 de outubro. Este é um dia em que crianças e alguns adultos saem às ruas fantasiados de personagens de terror e batem de porta em porta pedindo doces. Esse ritual ‘macabro’ também pode ser chamado de Halloween, traduzindo, Dia das Bruxas.
O Halloween surgiu na Irlanda e chegou aos Estados Unidos em meados do século XIX. Apesar de sua origem irlandesa, a data teve sua ascensão no país norte-americano, onde, até hoje, o evento mobiliza crianças e adultos, na busca por “doçuras ou travessuras”. O Dia das Bruxas é de origem pagã e tem mais de dois mil anos, mas sua vinda ao Brasil foi o reflexo de uma onda conseqüente, chamada globalização.
Hoje, muitas escolas de idiomas e até mesmo de ensino fundamental e médio realizam festas e eventos em comemoração à data. Adotada como norte-americana, ela é comemorada no dia 31 de outubro, mesmo dia escolhido em 2005, para ser o Dia do Saci. Segundo entrevista dada ao site g1.com, Mário Candido Filho, presidente da Sociedade de Observadores de Saci (Sosaci), disse que a data foi escolhida propositalmente, na tentativa de excluir da mente dos brasileirinhos e ideia de que o mês de outubro é o mês do Halloween.
Adriano, é um grande repercurtor da cultura popular brasileira. Para ele não há problema algum em globalizar culturas, a dificuldade maior é equlibrar aquilo que é do nosso país com o que é internacional. “O que deveria acontecer é um incentivo à cultura do nosso país, no sentido de patrimônio imaterial, incluso no currículo escolar. Não estou generalizando, vejo sempre algumas escolas comemorar as festas populares e ao mesmo tempo, as “americanizadas”. Conhecer a cultura importada é válida quando já conhecemos a nossa”, pontua.
Talvez, declarar o dia 22 de agosto como o Dia do Folclore não seja o suficiente para valorizar personagens lendários do Brasil. Como Gianolla diz, a grande movimentação mercadológica e financeira, pode ser a responsável pela miscigenação cultural entre os países. A globalização trouxe a tecnologia, mercado e culturas diferentes, mas há àqueles folclores que personificam, especificamente, as crianças brasileiras que se desprendem das estórias contadas pelos seus descendentes e se encantam por um mundo diferente e desconhecido por elas.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Na margem da ganância

Eu quero coisas que não posso ter
Desejo amores que não posso amar
Vibro as vitórias que não são minhas
trilho um caminho que meus pés não pisarão

Vejo aquilo que se escondeu
Corro riscos, subo montes
Arrisco tudo na incerteza de ganhar
Faço poesias que não dizem nada

Vendo o que é do outro
Compro aquilo que já é meu
Odeio quem me ama, finjo ser insana
Mas sei de onde vim e não sei para onde vou

Numa selva de incertezas, a fraqueza me assola
Oh querido, eu vou embora lá para a casa dos meus
Meus? O que é meu?
Minha vida foi esquecida na cegueira da ganância e de
um sonho de infância, arrematei a solidão.

Mayara Medeiros Cruz