Texto e fotos Mayara M. Cruz
Na semana passada, na tentativa de dispersar o mau dos meus pensamentos, resolvi andar pela cidade de São Paulo (literalmente, andar).
Eu e meu marido, perdidos numa terra de gigantes, ou melhor, para gigantes, eleboramos alguns trajetos turísticos e culturais da cidade, mas não conseguimos concretizar 2% dos pontos turísticos da "terra da garoa".
20/05/2011
Primeira parada: Estação da Luz
"Luz que me incendeia, me alastra, me embriaga"
A Estação foi construída no fim do séc. XIX, com o objetivo de sediar a Companhia S. Paulo Railway, de origem britânica. Outro objetivo foi a de construir a parada de Santos a Jundiaí.
A Estação foi construída no fim do séc. XIX, com o objetivo de sediar a Companhia S. Paulo Railway, de origem britânica. Outro objetivo foi a de construir a parada de Santos a Jundiaí.
Segunda parada: Parque da Luz
Um lugar de paz apesar da rotina que permeia lá fora. Dentro do Parque da Luz o mundo é diferente, é poético e espiritual. As pessoas observam, praticam atividades físicas, leem e namoram; até os animais entram na conexão de relaxamento e naturalismo do Parque, que poderia ter outro nome: Parque do Refúgio.
Paz, amor e harmonia!
O Parque fica de frente com a Estação e a entrada é gratuita. Lá eu observei muitos paulistanos fazendo sua parada no Parque para descansar e fazer um lanchinho.
Eu também encontrei "coisas" estranhas, como por exemplo uma caverna artificial que na minha opinião, não serve para nada, nem mesmo para embelezar o espaço, mas estava lá!.
Terceira parada: Museu da língua portuguesa, em homenagem à Professora Regina Amélio
No segundo andar, o visitante se depara com um imenso telão audiovisual que conta a história e curiosidades sobre a língua portuguese "brasileira" e sobre o povo brasileiro.
No caminhar da exposição, tirei foto de alguns painéis com informações sobre a nossa língua, desde os colonizadores do Brasil.
Portugueses, os aventureiros
Mesmo pulando grande trecho que conta a história da chegada dos portugueses e a civilização dos índios, o Museu da Língua Portuguesa é uma viagem literária e histórica sobre tudo aquilo que engloba a comunicação.
Até hoje no Brasil, exixtem índios de diversas aldeias espalhados pelo país e que falam 180 línguas diferentes (Observação, Mayara em Tupi Guarani, significa 'cachoeira').
A era da evolução da comunicação, homenagem ao professor Pedro Coubassier
A nova língua: Internetês
Um momento de mudança na história do Jornalismo: Objetivismo, clareza e informação.
Museu da Língua Portuguesa
Local: Estação da Luz
Ingresso inteira: R$ 6,00/ meia: R$ 3,00
De terça a domingo, das 10h ás 18h
Quarta parada: Pinacoteca
A Pinacoteca do Estado de S. Paulo também faz parte do complexo cultural da Luz. Lá as pessoas encontram arte, quadros, manifestações artística, biografia dos artistas nacionais e internacionais. No piso inferior, existem salas com paredes de vidro, rigorosamente protegidas, mas que todo o público pode observar os profissionais realizando reparações em obras de arte. No mesmo piso, o visitante toma um delicioso café na cafeteria da Pinacoteca. Mas já aviso, é caro!
Alguns quadros que tive o prazer de observar:
Tarsila do Amaral, 1886
Almeida Júnior - Saudade, 1899
Candido Portinari - Mestiço, 1934
Alguns detalhes do pátio da Pinacoteca:
Pinacoteca do Estado de São Paulo
Praça da Luz, 02 - Luz -
Terça a domingo das 10h às 17h30 com permanência até as 18h
Ingresso combinado (Pinacoteca e Estação Pinacoteca): R$ 6,00 e R$ 3,00
Grátis aos sábados.
Estudantes com carteirinha pagam meia entrada.
Crianças com até 10 anos e idosos maiores de 60 anos não pagam.
Praça da Luz, 02 - Luz -
Terça a domingo das 10h às 17h30 com permanência até as 18h
Ingresso combinado (Pinacoteca e Estação Pinacoteca): R$ 6,00 e R$ 3,00
Grátis aos sábados.
Estudantes com carteirinha pagam meia entrada.
Crianças com até 10 anos e idosos maiores de 60 anos não pagam.
DETALHES
Muitas vezes andamos preocupados com os nossos problemas e a observar aquilo que nos interessa, no meu caso, eu estava mais interessada nas crônicas de São Paulo, mas eu sei que nem tudo são flores!
Prédio invadido, atrás da Estação da Luz.
Quinta parada: Metrô
Considero esta parada a mais cansativa. Pegamos o metrô sentido General Miguel Costa - Carapicuíba em horário de pico, ou seja, 17:40 hs.
Antes de mostrar a foto, um conselho, se você tem claustrofobia vá de táxi!
Agora, se você acha que o caminho será longo e chato, por que não comprar um livro em uma das máquinas de livros distribuídos entre os metrôs?! O valor varia de R$2,00 à R$15,00.
No outro dia...
21/05/2011
sexta parada: Centro velho - Artistas de rua
A rua 25 de março é muito conhecida pelo comércio popular. Pessoas de todo o país conhecem a 25 como o local onde se compra bolsas da Luíz Vitom e Vitor Ugo (rs!)
No entanto, como todo centro de cidades, existem os artistas de rua. Eu particularmente acho muito legal o trabalho destes artistas, naquele dia ganhei um pirulito do homem dourado que se fazia de estátua vestido de Chaves e tirei uma foto de um trio de garotos que tocava e cantava forró. No entanto, neste último, eu fiquei indecisa se o que eles faziam era certo ou errado. É certo ou errado?
Andamos poucas quadras dali e chegamos à nossa sétima parada: Mercado Municipal
Projetado pelo escritório do arquiteto Francisco Ramos de Azevedo em 1926, o Mercadão foi inaugurado em 25 de janeiro de 1933. A execução dos vitrais foi entregue ao artista russo Conrado Sorgenicht Filho, ao todo, são 32 painéis subdivididos em 72 lindos vitrais. (http://www.mercadomunicipal.com.br/index.php?page=institucional)
Obs.: Nunca comi um morango com tamanho de maçã!
As frutas, verduras e legumes são muito coloridos, parece até que todos os produtos foram tratados no photoshop. Mereceu um clic!
site do Mercadão: http://www.mercadomunicipal.com.br/
Andamos mais um pouquinho, passamos pelo entulho deixado pelo edifício São Vito, e entramos na última parada: Catavento
O projeto Catavento é uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo e seu teor é educativo. Lá o visitante aprecia exposições sobre o sistema solar, universo, Brasil, Física, turismo, anatomia e cadeia evolutiva.
Minha nota para o Catavento? 5...por que? Porque eu tenho 23 anos, mas para as crianças é um lugar sensacional e para os adultos, o prédio e toda a sua arquitetura é magnífica.
Telégrafo: Objeto que pode ser apreciado no Catavento.
Horário: 09h00 às 17h00 (bilheteria fecha às 16h00)
Entrada: R$ 6,00 e R$ 3,00 (meia entrada para estudantes e idosos)
Estacionamento: R$ 5,00 - capacidade para 200 carros
Infraestrutura: acesso para pessoas com deficiência locomotora
Site: http://www.cataventocultural.org.br/home.asp
Hora de ir para casa!
Finalizei estes dois dias ainda insatisfeita. A cidade de São Paulo nunca para, nunca está dormindo, nunca está satisfeita. Minha missão ainda não acabou; não quero dizer que conheço São Paulo só porque passei de carro pela avenida Paulista, que já fui ao Playcenter e à rua 25 de março. Quero dizer que conheço sua essência na mais real vivência.
Suas cronicas são tão mais belas que o seu comércio e sua beleza não é destruída pelos seus pecados. Essa é a face a ser desvendada da 'terra da garoa' ou 'da enchente', como preferir.
M.M.C
Nenhum comentário:
Postar um comentário