Quem pensa em hippies pensa em loucos, drogados e “sem noção”. No entanto, nos primórdios dos anos 70 e 80, os hippies eram jovens que lutavam a favor da liberdade seja de expressão, amor e drogas.
O mais conhecido evento lançado pelos hippies foi o Festival de Woodstock Music e Art Fair, realizado durante dois dias na cidade de Bethel em Nova Iorque, no ano de 1969. O Festival foi um marco histórico na era do “paz e amor”.
Foto: Divulgação
Mas não foram somente os americanos que se juntaram em festivais e manifestações, no Brasil entre os anos 1970 e 1980 foram realizados quatro festivais apelidados de “Woodstock tupiniquim” que aconteceu na cidade de Iacanga no interior de São Paulo.
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No jornal Folhateen, na edição de segunda-feira (23), uma matéria especial falou sobre os hippies brasileiros que participaram do festival em Iacanga. Grande parte daqueles jovens que curtiram o show dos Mutantes, Alceu Valença e Erasmo Carlos; e fumaram muita maconha, segundo eles, hoje são doutores e engenheiros que não se arrependem de ter participado do festival, mas não deixariam os seus filhos estar lá.
Há 20, 30 anos atrás os jovens se preocupavam com o futuro do país, tinham iniciativas para se manifestar contra aquilo que os desagradava e manifestavam o seu amor e suas ideias para um mundo já capitalizado. Hoje em dia, poucos tomam essas iniciativas, os jovens de hoje pensam em seu próprio futuro, em suas obrigações e anseios.
Perguntei para uma colega de trabalho se ela seria hippie nos dias de hoje, “Eu!? Se eu sair pelada por aí eu sou presa e esculhambada pela sociedade”, respondeu.
Talvez, seja destes jovens que o mundo precise, eliminando as ‘drogas’ da tão famosa frase, podemos recrutar jovens de paz, amor e responsabilidade para reacender as verdadeiras ideias hippies e combater tudo aquilo que nos desagrada. Por que não?


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