terça-feira, 3 de maio de 2011

Uma brincadeira de "Pinhém"



Sabe aquela brincadeira de Pinhém, na qual uma pessoa empilha sua mão em cima da mão de outra, que empilha a outra mão na sua, sendo apoiada por um leve beliscão?!...outra dica: as pessoas ficam cantando "Pinhém, pinhém, pinhém,..."?!

Para quem sabe, ótimo, mas para quem não sabe eu vou resumir: É uma brincadeira sem graça, sem objetivo educativo e ela nunca acaba, a não ser que os 'brincalhões' se cansem.

Desde os meu 12 anos de idade, a história de ódio e terror entre o Oriente Médio e os americanos tem se tornado uma brincadeira de "Pinhém", sem graça, maléfica e sem fim. No último domingo, o Senhor Presidente da república americana, Barack Obama (Obama...Osama??) fez um pronunciamento pomposo para informar quanto a suposta morte do "Enemy number one the United States of America".

Na madrugada , americanos saíram as ruas endoidecidos e gritando: USA, USA, USA. Aquilo foi mais triste do que o próprio ato em 11 de setembro de 2001. Por que? Porque mostra a tamanha crueldade que se alastrou pelo mundo, onde achávamos que os assassinos eram os terroristas da Al Qaeda, mas podemos observar que os pais americanos ensinam aos seus filhos a lei do "Aqui se faz, aqui se paga, baby!".

Não digo que devemos ser submissos à ditadura e violência, mas existem leis a serem cumpridas e principalmente, Ética a ser propagada. Hoje Obama é o herói, os americanos justiçados, Osama supostamente morto e a Al Qaeda cheia de ódio.

Numa aula de filosofia, minha professora citou sobre os questionamentos de Sócrates, um deles:

"O que é JUSTIÇA?"
"O que é VINGANÇA?"

OBS.: De imediato, você saberia responder a esta pergunta?

O que mais me impressionou foi a entrevista que um pai brasileiro deu a um canal aberto falando da morte de seu filho que estava em um dos aviões sequestrados e que atingiram uma das torres do World Trade Center, ele disse o seguinte:

"O que adianta a morte do terrorista, isso não trará meu filho de volta. Trará mais ódio e mais dor".

Vou ficando por aqui, mas desse Pinhém eu não vou fazer parte.

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